Terça-feira, 21.05.13

Costumava ter pena dos outros mas um dia teve pena de si mesmo e não gostou.


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Segunda-feira, 20.05.13

Tomava sempre as decisões erradas. Um dia tomou a certa e na manhã seguinte não pôde lamentar-se.


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Sentia como que um nó na garganta. Era a primeira vez que se tentava enforcar.


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Terça-feira, 14.05.13

Continuou sempre a dançar a mesma música, à mesma hora. Agora sozinho.


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Segunda-feira, 13.05.13

Ela tinha tudo para o fazer feliz. Ele sabia que nunca seria feliz.


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Quarta-feira, 08.05.13

Tentava sempre provocar alguma antipatia. Uma vez contraíra uma empatia que depois custou imenso a curar.


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Terça-feira, 07.05.13

Saiu de casa com o saco de plástico dobrado, no bolso. Voltou com o saco na mão, vazio. Tinha ido colher afectos.


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Era tarde. Ela ainda não tinha chegado. E a vida dele não tinha mais tempo.


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Segunda-feira, 06.05.13

Sabia que se deixasse as pessoas chegarem demasiado próximo, acabariam por desaparecer.


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Sexta-feira, 03.05.13

Pediu-lhe apenas um abraço. Mas as pessoas não estão habituadas a abraçar assim estranhos.


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Quinta-feira, 02.05.13

Estava à beira do precipício. Deu um passo em frente. Começou a atravessar a ponte de madeira.


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Quando ela disse que ia tratar dos dentes de leão, ele pensou que falava de flores.


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Terça-feira, 30.04.13

Tinha acabado de embalar o bebé. Reparou que só lhe sobrava uma mortalha.


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De súbito, parou. Estava há três ruas a pensar qual seria a melhor forma de parar.


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Segunda-feira, 29.04.13

Agora, Ulisses sabia que se houvesse uma terceira vez, a melhor opção seria o mastro.


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Embalado sob um sol de palavras quentes, foi acordado por palavras frias que lhe molharam o peito.


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Sexta-feira, 26.04.13

Apesar de tudo continuava a deixar as pessoas entrar e desaparecer da sua vida. Nunca mostrava a ferida que deixavam.


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Passava horas naquela rocha, passeando os dedos pelo seu cabelo, desejando os lábios que não se atrevia a beijar. Até que acordava.


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Quarta-feira, 24.04.13

Beijava-a todas as manhãs. Fazia amor com ela todas as noites. Nunca lho confessou.


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Percebeu tarde demais que eram os defeitos que a tornavam perfeita.


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Terça-feira, 23.04.13

Aquela terra já não tinha nada para lhe oferecer. Mandou cobrir com terra nova.


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Segunda-feira, 22.04.13

Por fim tinha a alma vazia. Partiu.


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Sexta-feira, 19.04.13

De repente decidiu mudar tudo. E não tinha nada para mudar.


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Olhou à sua volta. Já nada restava daqueles tempos.


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Quinta-feira, 18.04.13

Um dia quis estar ditado ao sol. E acariciar cabelos. E sentir lábios nos seus. Um dia ficou só ao sol a imaginar que gostava.


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Quarta-feira, 17.04.13

Deu-lhe um abraço forte e partiu-a. A boneca de porcelana era agora o passado em cacos.


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Olhou-a nos olhos. Já não se lembravam dele. Desviou-se e seguiu caminho


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Terça-feira, 16.04.13

Viu-a de perfil, ao longe, como todos os dois. No dia seguinte não foi. No dia seguinte ela olhou para onde ele não estava.


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Resolveu ir direito ao assunto. Mas como sempre, perdeu-se e acabou por fazer um desvio.


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Segunda-feira, 15.04.13

A última valsa? Talvez tivesse sido ontem, ou há já muito tempo.


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