Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

Tinha saudades das cartas em papel. Decidiu enviar uma carta a si mesmo.
Ficou sem saber se a tinha recebido ou se tinha vindo devolvida.



joao moreira de sá às 11:13 | link do post | comentar
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Quinta-feira, 28 de Abril de 2011

Adorava aquela sensação da areia quente no corpo, sentir o sol na pele. Mas na praia, não ali, perdido no meio do deserto.



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Quarta-feira, 27 de Abril de 2011

Ia ser mais um dia de sol. Fechou as persianas, correu as cortinas, acendeu a lâmpada negra e fez-se escuro.



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Terça-feira, 26 de Abril de 2011

A água começava a ficar fria e as pernas um pouco cansadas, a pedir o calor do sol.
No navio talvez já tivessem dado pela sua falta.



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Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

Marcou o número e esperou. Um dia acertaria no dela.



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Quinta-feira, 21 de Abril de 2011

Já a sair a porta, não conseguia decidir se iria para a vida real ou para a imaginária.



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Quarta-feira, 20 de Abril de 2011

Sabia que se tinha esquecido de alguma coisa. Mas não se lembrava do nome dela.



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Terça-feira, 19 de Abril de 2011

Talvez se estivesse a tornar repetitivo. Talvez se estivesse a tornar repetitivo. Talvez se estivesse a tornar repetitivo.



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Segunda-feira, 18 de Abril de 2011

Gostava de ver o reflexo da cara dela ao lado da sua no espelho. Lembrava-o de quando estivera lá.



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Sexta-feira, 15 de Abril de 2011

Sabia que aquele oásis era real e fez um esforço adicional para passar à volta. Estava no deserto para ver miragens.



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Mergulhou. E deixou-se lá ficar.



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Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

Arrastou o corpo sem cabeça para fora de casa. Sob o telheiro, a pilha de crânios ia crescendo por baixo da janela de guilhotina.



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Segunda-feira, 11 de Abril de 2011

Arrumou os papeis na secretária, fechou a porta do escritório e saiu. Resolvera meter folga durante o resto da vida.



joao moreira de sá às 13:58 | link do post | comentar
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Naquele momento a imagem dela desfez-se em pó na sua cabeça. Quando a poeira assentou, varreu-a do pensamento.



joao moreira de sá às 10:55 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

Rapou com a lâmina de barbear todo o cabelo, mergulhou a cabeça na água fria e lavou metodicamente os pensamentos.



joao moreira de sá às 13:54 | link do post | comentar
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Sentiu que já não tinha forças para acabar. Deixou-se cair. Estivera tão perto de começar.



joao moreira de sá às 10:45 | link do post | comentar
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Quarta-feira, 6 de Abril de 2011

Cansado, sentou-se. Olhou para cima. Dois, três abutres pacientes num galho de árvore. Às hienas, ouvia-lhes o riso tétrico não muito longe.
Detestava zoológicos.



joao moreira de sá às 11:49 | link do post | comentar
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Não podia deitar ao mar todas as lembranças do passado metidas numa caixa.
Pousou-a e saltou.



joao moreira de sá às 10:02 | link do post | comentar
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Terça-feira, 5 de Abril de 2011

Olhou a agenda satisfeito. Mais uma vez chegara ao final do dia sem ter feito nada do que planeara de manhã.



joao moreira de sá às 16:12 | link do post | comentar
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Olhou para trás uma última vez e por fim teve a certeza de que o passado já não o perseguia.
Voltou-se e esbarrou com o futuro.



joao moreira de sá às 14:11 | link do post | comentar
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Segunda-feira, 4 de Abril de 2011

Deu-se conta que já não destrinçava as cinzas dela da poeira acumulada.



joao moreira de sá às 10:58 | link do post | comentar
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Sexta-feira, 1 de Abril de 2011

Tardava em chegar. E ainda lhe faltava tanto para partir.



joao moreira de sá às 12:55 | link do post | comentar
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Retirou do forno o frango que assara a tarde toda. Trinchou com perícia. Serviu na travessa e colocou no lixo.
Para um vegetariano era impensável a ideia de comer um animal.



joao moreira de sá às 11:00 | link do post | comentar
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